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A Trama da Crama
| Construção de Marca


Infoglobo: rebranding do papel ao digital

A Infoglobo está entre os maiores produtores de conteúdo do Brasil, mas anda tranquila e anônima pelas ruas. Famosos como…

por Crama Design em 10/03/2015
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A Infoglobo está entre os maiores produtores de conteúdo do Brasil, mas anda tranquila e anônima pelas ruas. Famosos como O Globo, Extra e Expresso, os três jornais que ela encampa, costumam lhe roubar o nome e também a identidade. Há um motivo para isso, talvez dois ou três: a Infoglobo é uma marca estritamente B2B, ela não está e nem estará na primeira página. O reconhecimento relevante para o negócio vem dos bastidores: parceiros comerciais e o público interno precisam confiar na marca. Mas como acreditar em alguém que você não conhece?

Foi deste ponto que partiu o processo de rebranding da Infoglobo conduzido pela CRAMA Design Estratégico. Meses de trabalho com profissionais das áreas de Estratégia, Design e Identidade Verbal empenhados em ajudar a marca a encontrar seu eixo e força comercial.

“Os funcionários não se reconhecem como da Infoglobo. Eles trabalham no Globo, no Extra ou no Expresso”, conta Milene Cater, Supervisora de Contas da CRAMA e parte da equipe que entrevistou os colaboradores e diretores da companhia, incluindo o presidente Marcelo Novaes.

Não basta conhecer, tem que acreditar. A morna adesão interna à cultura organizacional é sintomática de questões mais profundas. A Infoglobo não é uma completa desconhecida. As pessoas lembram o nome, mas se identificam mesmo é com a personalidade. Afinal, quem é e do que é feita a Infoglobo?

Marca vigente até então, assinada pelo designer Alexandre Wollner.

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A nova marca, construída pela CRAMA.


Estratégia: para além do papel

Os três “Os” em azul presentes na antiga marca assinada pelo mestre Alexandre Wollner convocam as engrenagens do parque gráfico para não deixar dúvidas: nós fazemos jornal e somos de papel.

Em plena novíssima era digital, temos aqui mais um problema, não?

“O rebranding chegou num momento muito propício. Nova gestão, RH reformulado, novos produtos criados e a mudança para um prédio novo, construído para fomentar a integração entre as equipes dos jornais”, adianta Ana Cotta. “A marca queria consolidar este momento com um pensamento diferente: mais aberto, inclusivo, que contemplasse também o digital”, completa a Gerente de Criação da CRAMA.

Quando Jeff Bezos, o bilionário fundador da Amazon, teve de vir a público se explicar (sim, foi quase isso) por ter amealhado o combalido The Washington Post, ele disse: “Eu não entendo nada do negócio de jornais, mas sei uma coisa ou outra sobre Internet”.

O modelo de negócio do jornalismo impresso sofre cos efeitos colaterais da senioridade e não roda mais sem a Internet. Ainda assim, um dos homens mais ricos do mundo o pede em casamento. O que há de tão atraente no velho jornal, que é capaz de transcender e triunfar em jovens tempos digitais?

Opinião. Ela, a quintessência do jornalismo. Seja em meio impresso ou digital, somos todos atraídos pela opinião do jornal.

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“Somos feitos das opiniões que se tem notícia”

“Dois pontos, abre aspas, que nós temos algo a dizer”, diz Ricardo Leite, Diretor de Criação da CRAMA, referindo-se à solução gráfica que traz o logotipo ‘infoglobo’ acrescido de ‘dois pontos’. Com o recurso visual que alude à iminência de se emitir uma opinião, a marca reafirma o posicionamento de quem tem sempre uma voz.

A palavra ganha destaque nas peças de comunicação, em sua maioria all type. “A identidade visual é quase cartesiana, sem firulas gráficas, justamente para que o texto — a opinião — tenha o seu espaço”, explica Ana Cotta. A Gerente de Criação da CRAMA conta ainda ter se inspirado no portfolio do designer italiano Massimo Vignelli (1931-2014) para compor um visual seco e atemporal: “O trabalho do Massimo tem esta economia de elementos que transmite integridade, é quase soberbo. A Infoglobo possui uma linha editorial muito sólida. Ela tem certeza de quem é. A marca pedia esta autoridade. Não sobre os outros, mas sobre ela mesma”.

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Estratégia e Design se encontram

De filho para mãe, do jornal O Globo a nova identidada abraça o tom de azul e a tipografia (Futura). “O Globo é, hoje, o produto que empresta sentido à Infoglobo. Potencializar esta percepção é interesante em vários sentidos para a marca”, analisa Ricardo Leite.

Na paleta de cores, o ar contemporâneo e sóbrio fica por conta do azul escuro, que encontra no verde cítrico o contraponto para flertar com a modernidade.

O logotipo ganha ainda mais personalidade com a junção das letras O e G. “A integração era um objetivo a se considerar com este rebranding. Os funcionários precisam, com o passar do tempo, se enxergar integrados a uma só empresa: a Infoglobo. Visualmente, a união das letras também dá um ‘it’ à marca”, explica Ana Cotta.

Em um processo de rebranding, uma nova roupagem visual é sempre o desdobramento de um projeto que avalia holisticamente a marca, como entidade dotada de personalidade e valores e também como business. A Infoglobo buscava uma cara para traduzir o seu novo jeito de fazer negócio: em tempos digitais, um posicionamento para além do jornal de papel combinado à percepção de empresa moderna e, operacionalmente, integrada.

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